sexta-feira, 6 de junho de 2008

Postais antigos- Tanto mar...




Olhando este, não muito agitado, é inevitável a tentação de imaginar a ousadia daqueles portugueses d'antanho que, intrepidamente, se lançaram nos mares « nunca de antes navegados», porque, mais do que tudo, queriam ir «ainda além da Taprobana».
E não posso deixar de imaginar os perigos que enfrentaram naquelas frágeis embarcações, face a um mar hostil, tão assustador que «o homem do leme» teve de se lhe impor, dizendo que ali mandava a vontade de todo um povo, e do seu Rei, D. João II.
Por tudo isto vejo tanta verdade nas palavras do Poeta, quando diz que muito do sal desse mar « são lágrimas de Portugal»...
Mas, porque esses homens nunca terão tido alma pequena, terão sentido que valeu a pena...

8 comentários:

mike disse...

Homens de outra têmpera, Cristina. O meu pai costumava dizer homens machos. E é preciso ser muito macho para ter uma alma assim.

Cristina Ribeiro disse...

Acredito piamente, Mike; é preciso ter-se fibra. O seu pai estava certíssimo...

O Réprobo disse...

Sede de glória, vã cobiça!
E o turco à porta (até pelo jogo de amanhã)!
Beijo
velho do restelo

Cristina Ribeiro disse...

Ó Velho do Restelo, não passa sem misturar futebois, pois não? :)

Beijo, mas ao Paulo, que, por mais que rezingue, não consegue disfarçar uma Alma grande

mike disse...

Preparem-se Otomanos... :)
Esta é só para a ouvir rezingar com futebóis, Cristina. (risos).
Estou perdoado?

Cristina Ribeiro disse...

" À guerra, à guerra" meus futebolistas que estes senhores querem um lugar cativo entre os eleitos :)
Espero, ardentemente, não ter uma alma tão pequena que não perdoe estas pequenas "heresias" a uma pessoa tão simpática :)

Luísa disse...

Vibrei com o empolgamento das suas palavras, querida Cristina! O mar, de que mal me aproximo, mete-me respeito e muito medo. O que não terá sido enfrentá-lo e às suas fúrias nessas casquinhas de noz?... :-)

cristina ribeiro disse...

Também são esses os sentimentos que o mar me inspira, querida Luísa: só não tenho medo de o olhar, pelo que a minha admiração só pode mesmo redobrar.
É por isso que a «Mensagem» de Fernando Pessoa me comove tanto...