segunda-feira, 30 de junho de 2008

Fazia nove anos


nesse dia. O meu pai levou-me a Braga, ao cinema S. Geraldo, e disse ao porteiro, velho conhecido, que fazia doze anos. Era a idade indicada para ver o filme, diziam os classificadores...
Penso que o porteiro não acreditou, mas também terá achado que da diferença de idades não me viria qualquer mal.
Já tinha ido um par de vezes ao cinema, mas «Oliver Twist» terá sido o primeiro filme que vi "para adultos". Pelo menos, o primeiro que me fez ver que a vida podia ter outras cores para além do rosa...

6 comentários:

Júlia Moura Lopes disse...

Foi o David Coperfield? .-)

Acredita que também foi o meu primeiro? Não sei é que idade teria..

Cristina Ribeiro disse...

Penso, Júlia, que vi «David Coperfield» na televisão, já depois d«Oliver Twist»...

O Réprobo disse...

Com o Alec Guiness no vilão?
Muito bom, apesar de eu achar Dickens pouco adaptável, por se perder o humor, que é muito textual, restando a parte comovente, o que não é pouco, claro.
Beijo

Cristina Ribeiro disse...

Foi isso que ficou: o comovente. Acho que desde então comecei a pensar que as coisas podiam ser tristes...
Beijo

Luísa disse...

Querida Cristina, não me lembro de que filme marcou, para mim, a transição do filme infantil para o «adulto», ou seja, qual foi o primeiro a revelar-me (e a consciencializar-me) do lado menos positivo da vida. Já havia nos filmes infantis momentos tristes, que, no entanto, não interiorizava, nem me afectavam a tal visão cor-de-rosa. O grande choque foi com o primeiro – e único – filme de terror que vi – aliás, levada ao engano, pois julgava tratar-se de um filme sobre as divertidas aventuras de um grupo de raparigas num colégio interno inglês. Vi-o no velho cinema Tivoli, e nunca mais voltei a essa casa que não sentisse um aperto no coração. ;-)

Cristina Ribeiro disse...

Tem razão, Luísa: mesmo nos filmes mais infantis sempre houve momentos mais cinzentos, mas como o fim era sempre de molde a fazer-nos esquecê-los :)