quarta-feira, 18 de junho de 2008

Assim via , em 1921, «O Século Ilustrado»

o povo a ser asfixiado pelo "Polvo Gigante"...

Não há homens providenciais? Acho que há. Mas também há homens que não sabem sair do lugar onde muito fizeram, em tempo apropriado.
Para mim, Salazar reúne as duas qualidades.

Quando a Primeira República tinha já deixado o País num estado lastimoso, ele foi muitíssimo oportuno, no labor de o levantar do atoleiro em que se encontrava, pelo que temos muito a agradecer-lhe.
Mas a maior virtude dos Grandes Homens há-de ser, forçosamente, a de ter a coragem, e o saber, de sair de cena na altura certa; essa vejo-a eu no final dos vinte primeiros anos em que esteve à frente dos destinos do País que se propôs levar adiante, o que fez com êxito...



Ainda a tempo- e, claro que, na minha perspectiva, deveria ter passado o testemunho a quem de direito; a quem fora esbulhado em 1910, depois de, dois anos antes, ter sido vítima de um crime horrendo; muitos males, penso, nos teriam sido evitados...

4 comentários:

O Réprobo disse...

A altura certa era nunca. Enquanto Ele esteve, resistimos. Foi para lá outro, fomos "evoluindo continuadamente" em conversas e cedências até à rendição final.
A minha Gente é a do Tudo ou nada.
Beijo

Cristina Ribeiro disse...

Pois, Paulo, e o resultado agora é o nada...
Com sensatez, rodeando-se de pessoas confiáveis,e honestas, poder-se-ia ter evitado este"déjà vu"...
Beijo

Luísa disse...

Querida Cristina, concordo com a sua perspectiva. E é, sem dúvida, importante saber identificar o momento – em tudo na vida… - em que se pode sair «por cima». :-)

Cristina Ribeiro disse...

É fundamental, Luísa. Acho que o facto de se saber resistir ao canto das sereias é um acto de grandeza...