quarta-feira, 25 de junho de 2008

Por certo,

haverá mais efemérides a comemorar, mas aquela de que tive conhecimento hoje bem cedo impôs-se, desde logo, no meu espírito: no dia 25 de Junho do ano 1903, nascia, na Índia Britânica, aquele que iria adoptar por pseudónimo literário o nome de George Orwell.
A leitura dos seus dois livros que o tornaram tão conhecido, «1984» e «O Triunfo dos Porcos», iria deixar em mim a impressão indelével de um homem terrivelmente visionário e muitíssimo lúcido, que não nutria esperanças nenhumas na regeneração da espécie humana.

8 comentários:

Luísa disse...

Querida Cristina, a regeneração da espécie humana terá de passar primeiro pela aquisição de bons níveis de satisfação material. Só quando não tivermos de nos preocupar muito connosco, poderemos pensar nos outros e ser mais solidários. Mas acho que o Ocidente tem, apesar de tudo, feito uma razoável evolução. Pelo menos, vai revelando algum humanismo e alguma humanidade, e prestando ajuda a terceiros, nem sempre devidamente aproveitada. Acho que é possível ter esperança em melhores dias… daqui a uns séculos. :-)

Cristina Ribeiro disse...

Diz bem, Luísa: daqui a uns séculos...; se for, porque olhando para o que vai acontecendo, não me parece ver essa evolução: talvez casos isolados de pessoas bem intencionadas, mas que esbarram com os que tudo decidem. Parece-me que houve uma altura, quando se começou a pensar numa Europa mais coesa, em que a solidariedade era maior e menos demagógica, talvez porque estava mais viva a memória da Guerra...

ana v. disse...

Também foi essa a impressão que tive ao lê-lo, há muitos anos: visão e lucidez levados ao extremo, e muito pouca fé na sua espécie. Tinha razão, pelo menos até agora...
Eu, que sou uma optimista inveterada, desta vez não concordo com a Luísa: a satisfação de objectivos de ordem material não costuma levar ninguém a preocupar-se com os outros, até porque é uma bola de neve e o patamar de insatisfação sobe sempre mais um pouco.
Acho que a solução passará por aprendermos a satisfazermo-nos com menos e a tirar mais partido do que temos. Mas é muito difícil, com o apelo permanente e crescente a mais desejos materiais. Daqui a uns séculos? Talvez... mas por exaustão e falência deste modo de viver que temos actualmente.
Beijinho, Cristina, e desculpe o negativismo com que estou hoje.

minucha disse...

De acordo com as três em relação a George Orwell.
Em relação à regeneração da espécie humana, digo nin à Luisa e à Ana
Fico-me pelo meio.
Há pessoas riquíssimas de uma generosidade imensa e há pessoas sem nada, que dividem quase o que não têm com os outros.
A regeneração da espécie, não se dará, como muito bem dizem a não ser daqui a séculos, mas passará, digo eu, obrigatoriamente por uma mudança de carácter e de espiritualismo, que cada vez é mais ostentado e menos vivido.
Para mim a pedra de toque é o espiritualismo, porque crueldade sempre haverá.

Beijinho

Cristina Ribeiro disse...

Infelizmente, Ana, não acho que seja negativismo, porque por mais optimista que seja- quem me dera não ser assim pessimista-,o que vemos â nossa frente não ajuda...
Beijinho, Ana

Cristina Ribeiro disse...

Pois, Minucha, são os tais casos aqui e acolá; totalmente de acordo com a sua conclusão.
Beijinho

O Réprobo disse...

Querida Cristina,
nunca gostei do Autor, apesar de muitas vezes concordar com ele, por lhe considerar pobre o estilo, falto o humor, para além de abominar a hostilidade ao Desporto que manidestava. Enfim, por o ver como... pouco... inglês!
Beijo

Cristina Ribeiro disse...

Mas, independentemente de se gostar ou não do estilo, que estava certo nas suas previsões...
Beijo