domingo, 15 de junho de 2008

Ainda na Beira,


e ao fim de uma viagem que começara bem cedo no Fundão, encontrámos, no concelho de Idanha-a-Nova, alcandorada num alto monte («Mons Sanctus»), uma aldeia de granito, onde as casas, de telhados dourados pelo pôr-do-sol de Outono, trepavam por caminhos muito íngremes.
Nela, as pessoas, também aqui quase todas idosas, conviviam harmoniosamente com várias espécies de animais, dóceis no contacto com estranhos.
Foi, desde logo, grande a empatia com aquelas mulheres vestidas de negro, que, sentadas no degrau das casas de granito, nos acenavam com adufes e marafonas.
Deixámos aquele lugar entendendo porque é que Monsanto foi considerada a «Aldeia mais portuguesa de Portugal»...

4 comentários:

O Réprobo disse...

A luz na pedra faz efeitos belíssimos! E a fotografia cimeira, tirada de uma perspectiva que a valoriza, dá cá uma pronúncia ao desalinhado dos telhados...
Beijo

Cristina Ribeiro disse...

Gostei de tudo na aldeia, mas realmente ficou-me na retina a luz do pôr-do-sol nos telhados.
Beijo

Luísa disse...

Querida Cristina, já lhe conhecia estas fotografias do Estado Sentido, mas não tinha tido oportunidade de lhe dizer que, para além da questão das originais perspectivas (obtidas de rente ao chão, continuo a suspeitar…), são muito ilustrativas. A terceira, sobretudo, tem esse belíssimo encadeamento de telhados, e tem as cores, essa combinação atraente dos vermelhões das telhas, dos brancos da cal e dos tons pardos da pedra, com uns salpicos de verde... :-)

Cristina Ribeiro disse...

Luísa, quando Portugal jogou com a Turquia, fui, sumariamente ;), condenada por traição à Pátria por dividir a atenção pela televisão e por fotografias assim; os senhores Paulo e Mike nem encontraram atenuante no facto de se tratar de fotografias da "nossa terra" :)
Gosto de captar essas coisas de que fala...