domingo, 13 de julho de 2008

Quando a dezassete de Julho

de 1843, e depois de ter citado Maistre, Garrett entrou num vapor com destino a Santarém, estava a escrever as primeiras páginas de um livro que, muitos e muitos anos depois, me iria atrair a atenção não tanto pelas digressões várias que aí se narram, mas porque queria saber da história da menina dos rouxinóis.
Com efeito, da primeira vez que contactei com «Viagens na Minha Terra», teria talvez doze anos, apenas o romance de Carlos e Joaninha me cativou; só uns anos mais tarde, com o livro a integrar as leituras previstas pelo programa da disciplina de português, me debruçaria interessadamente sobre tudo o mais que o escritor tinha para nos dizer, e foi muito fácil perder-me entre aquelas divagações...

4 comentários:

Júlia Moura Lopes disse...

Querida Cristina, nunca li as obras do programa obrigada, porque felizmente já as tinha lido todas. Serviu-me sim, tal como a Cristina , para amadurecer a leitura olhando para o que tinha lido, com maduros olhos, fazendo releituras. É bom isso!

beijinho

Cristina Ribeiro disse...

Uma primeira exploração, a abrir caminho para melhor colheita fazermos.
E o engraçado é que, ao escrever sobre eles, dou-me conta que os quero rever; já me acontecera com outros :)
Beijinho

O Réprobo disse...

Pois eu não consigo costar do perfumadinho do Garrett, é mesmo o meu ódio de estimação.
Beijo, Querida Cristina

Cristina Ribeiro disse...

Porquê esse ódio, Paulo? Porque era um perfumadinho mulherengo, ou porque escrevia mal? :)
Beijo