terça-feira, 8 de julho de 2008

O rio Ave

Tenho para mim que o rio é a maior das muitas maravilhas em que a Natureza é tão pródiga: ver a água correr para o mar, por vezes numa lentidão feita calmaria, doutras numa urgência tal que o seu curso é semeado de remoinhos vorazes.
As margens sempre luxuriantes e convidativas...
Não, não encontro cenário mais aprazível!

Assim é o Rio Ave, tão vário ao longo de um leito que o leva desde a nascente na Serra da Cabreira, até que encontra o mar,junto de Vila do Conde.
É este rio que conheço desde pequena, por fazer da terra onde nasci um dos seus lugares de passagem. Habituei-me, pois, a vê-lo transbordar no Inverno, de maneira a cobrir totalmente a ponte romana que liga as duas margens, e a surgir aos nossos olhos pouco mais do que um riacho no Verão, quando aquela é avistada em todo o esplendor de pedra antiga.

8 comentários:

marilia disse...

Eu já tinha morado perto do mar, mas nunca perto de rio...
Agora eu tou morando no meio do sertão, às margens do rio são francisco e acho tudo tão deslumbrante!!!!!

Cristina Ribeiro disse...

O rio, as margens...um encanto. Era sempre o sítio escolhido para os piqueniques; uma coisa que nos prometemos repetir logo, logo...

O Réprobo disse...

E pensar que toda essa paisagem idílica inspiradora não foi a razão da popularidade do curso de água, ultrapassada por agremiação futeboleira da foz piscatória...
Beijo, Querida Cristina

Cristina Ribeiro disse...

É verdade, Paulo- como diz uma minha irmã: se houvesse justiça...
Beijo

mike disse...

E eu que não conheço o Ave, Cristina? Será assim tão belo a aprazível como a sua descrição? :)

Cristina Ribeiro disse...

Mike, acredite em mim: há zonas muito poluídas porque o vale do Ave é muito industrializado, mas, mais no interior, como é o caso cá na terra, é belíssimo- foi lá que aprendi a nadar(mal :) ), mas como sei que o Mike é um expert :)

Luísa disse...

O meu rio, querida Cristina, não o vejo todos os dias, mas gosto de o saber próximo. A água parece que dá largueza às paisagens fechadas, como as urbanas ou as montanhosas. É indispensável. :-)

Cristina Ribeiro disse...

Querida Luísa, o rio torna tudo mais bonito, seja grande como o Tejo, ou mais maneirinho :)